PlanSeQ da Economia Solidária escrito em quinta 16 abril 2009 03:27
Plenária do Fórum Potiguar de Economia Solidária escrito em quarta 15 abril 2009 04:11
Acontecerá na próxima sexta-feira (17/04), das 9hs às 15hs, no auditório da Superintendência Regional do Trabalho (SRT) - antiga DRT - a Plenária do Fórum Potiguar de Economia Solidária.
De acordo com o Relatório referente a organização da Plenária, esta se dividirá em dois momentos:
"1º momento:
- Realização de Debate: Economia Solidária e Políticas Publicas
- Mesa: Emerson (FBES) – Ivanise (Gestora Local – PP. Municipal em Ecosol) – Guará (Gestor Estadual –PDS) e Maria Luiza (Rep. Empreendimentos).
2º Momento:
- Organização do Próximo Encontro Estadual de Economia Solidária – com foco nas Políticas Publicas;
· Captar recursos para realização do encontro
· Metodologia
· Mobilização"
Contamos com a participação de tod@s que fazem parte da Economia Solidária para que possam estar a par de todas as novidade, além de fortalecer o "movimento".
Saudações solidárias,
Belisa Rocha - Apoio Técnico do Projeto Brasil Local/RN
Economia Solidária Cresce no país escrito em quinta 09 abril 2009 06:13
Tássia Navarro
De acordo com o mapeamento realizado pelo Sistema Nacional de
Informações em Economia Solidária (SIES) do Ministério do Trabalho
e Emprego, o número de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES)
no Brasil vem aumentando. De 2003 a 2007 foram criados quase oito
mil EES no país. Na década de 1990, durante esse mesmo período de
quatro anos, o número era de 3.420.
Empreendimento Econômico Solidário é uma forma de produzir e vender
artefatos em grupo. As "sobras", como é chamado o lucro nesse tipo
de empreendimento, são divididas entre todos os membros da
associação, cooperativa, empresa autogestionária, grupo de produção
ou clube de troca de forma igual. Um dos propósitos desse tipo de
empreendimento é a preservação do meio ambiente. O material
ultilizado na confecção de alguns produtos é reciclável e doado
pela população.
Um fator que chama a atenção no mapeamento é o aumento no número de
empreendimentos formados exclusivamente por mulheres. De 383
existentes no Distrito Federal, são 134, ou 35%. Ainda existem os
constituídos apenas por homens e por ambos os sexos, que são 35 e
214 respectivamente. Os índices do SIES mostram, ainda, que a maior
concentração de Empreendimentos Econômicos Solidários do DF está em
Ceilândia, com 65. Em segundo lugar está o Paranoá, com 64. Com
menor número estão Cruzeiro, com apenas um EES, e Núcleo
Bandeirante, com dois.
Um exemplo de Empreendimento Econômico Solidário é a Solidart,
associação que produz confecções de bordados, croché, pintura,
panos de prato, decupagem, bijuterias e artesanato em geral. São 16
mulheres entre 30 e 60 anos, que se reuniam na residência da
presidente da associação, Marly Mello Pereira, e agora ocupam uma
loja no Top Mall, em Taguatinga Norte, onde expõem seus
trabalhos.
Elas começaram a trabalhar juntas e queriam ganhar dinheiro com
seus trabalhos. Em uma visita à Administração de Taguatinga, a
agente de desenvolvimento do Projeto Brasil Local, Patrícia
Ferreira, explicou como funciona o projeto. As senhoras se
interessaram e agora, com a ajuda de Patrícia, estão agindo para
conseguir a CNPJ. O Brasil Local é um projeto do Governo Federal
que apoia o desenvolvimento local sustentável por meio do fomento à
organização de empreendimentos coletivos gerados pelos próprios
trabalhadores. É coordenado pela Secretaria Nacional de Economia
Solidária (SENAES) do Ministério do Trabalho e Emprego.
Uma das associadas, Socorro Feijó de Oliveira, conta que desde
pequena sempre gostou de pintar e aprendeu sozinha. Depois que
casou, teve seus filhos e passou por vários problemas de saúde, não
pôde mais se dedicar à pintura. Quando pôde voltar a pintar, foi
chamada por Marly para integrar a associação e obteve uma grande
melhora, tanto em sua saúde como em sua auto-estima. No ano
passado, ela perdeu parte de dois dedos da mão direita em um
acidente em sua máquina de lavar roupas e ficou quase um ano sem
pintar. Mas agora, mesmo com pequenas dificuldades, continua
fazendo seus trabalhos de pintura em panos de prato, tapetes e até
telhas. "Foi uma grande melhora na minha vida. O artesanato é uma
terapia, tenho vontade de passar para pessoas que sofrem de
depressão ou outros problemas."
As 16 mulheres se reúnem quinzenalmente com a agente Patrícia para
organizar o empreendimento. Elas participam de exposições e fazem
cursos que aprimoram seus conhecimentos e trabalhos. Com a formação
da associação, estão vendendo seus trabalhos para conseguir juntar
o dinheiro necessário para se legalizar.
A Economia Solidária move hoje, por mês, R$ 653 milhões, quase R$ 8
bilhões por ano. Segundo a chefe de divisão de promoção da SENAES,
Aline Bezerra, "Economia Solidária é um jeito diferente de
produzir, vender, consumir, tudo sendo feito sem prejudicar o meio
ambiente e cooperando como iguais, com a crise, a economia
solidária pode vir a se tornar um meio de dar emprego a quem
precisa".
Fonte: Na Prática - Jornal Laboratório do IESB
http://www.iesb.br/ModuloOnline/NaPratica/?fuseaction=fbx.Materia&CodMateria=4357
Semana de ação global contra o capitalismo e a guerra Publicada escrito em terça 24 março 2009 05:52
Este sistema se rege pela exploração, a concorrência exacerbada, a promoção do interesse privado individual em detrimento do coletivo e a acumulação frenética de riqueza por um punhado de ricos, gera guerras sangrentas, alimenta a xenofobia, o racismo e os extremismos religiosos; aguça a opressão das mulheres e aumenta a criminalização dos movimentos sociais. No quadro dessa crise os direitos dos povos são sistematicamente negados.’
(Declaración de la Asamblea de los Movimientos Sociales Belém Janeiro de 2009)
Durante o ultimo Fórum Social Mundial a Assembléia dos Movimentos Sociais se reuniu debatendo longamente os impactos da crise em suas várias dimensões.
Todos afirmavam que nesse momento é fundamental elevar a critica ao sistema e apresentar as alternativas anti-capitalistas, anti-racistas, antiimperialistas, feministas, ecológicas e socialistas. Enquanto a crise se internacionaliza os povos têm o desafio de globalizar suas ações, afinal as possíveis respostas a crise só serão alcançadas com muita luta social.
Considerando isso a Assembléia dos Movimentos Sociais convoca a semana de ação global contra o capitalismo e a guerra do dia 28 de março à 4 de abril, sendo o dia 30 de março eleito para as mobilizações na América Latina.
Essa data em especial foi escolhida, pois já estava indicada para as mobilizações Contra a Guerra e neste momento destacamos a solidariedade ao povo palestino.
Nós, da Marcha Mundial das Mulheres, não podemos deixar de somar-nos a esse esforço. Em vários estados entidades e movimentos que participaram da Assembléia estarão preparando manifestações. É fundamental que participemos da construção a partir da CMS e outras articulações que construímos com os movimentos.
Queremos:
· A nacionalização dos bancos sem indenização e sob controle social
· Redução do tempo de trabalho sem redução do salário
· Medidas para garantir a soberania alimentar e energética
· Fim as guerras, retirar as tropas de ocupação e desmantelar as bases militares estrangeiras ·
Reconhecer a soberania e autonomia dos povos, garantindo o direito à autodeterminação.
· Garantir o direto à terra, território, trabalho, educação e saúde apara todas e todos.
· Democratizar os meios de comunicação e de conhecimento.
Todas às ruas contra o capitalismo e a dominação patriarcal! Nós Não Vamos pagar pela Crise, que a paguem os Ricos!
Fonte: MMM
Carta às organizações e entidades que participam dos Fóruns de Economia Solidária escrito em terça 24 março 2009 05:40
Desde a sua criação, o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) tem garantido a sustentabilidade de suas ações nacionais e macrorregionais através de projetos, principalmente de nossos parceiros do governo federal (em especial a SENAES/MTE e SDT/MDA).
Na VIII Reunião da Coordenação Nacional do FBES, ocorrida ao final de 2008, ficou estabelecido como um dos eixos de ação do FBES para o triênio 2009-2011 buscar ampliar os meios de sustentabilidade financeira do FBES, em três dimensões: continuar a via dos projetos junto ao poder público; aprofundar mecanismos de captação de recursos internacionais; e avançar em formas de auto-sustentação.
O FBES tem passado por momentos importantes de crescimento e fortalecimento: agora que encerrou-se o ciclo de 2 anos de construção da IV Plenária Nacional, que regulamentou a sua estrutura e definiu seu conjunto prioritário de bandeiras principais de luta, o próximo triênio deverá ter como marca a afirmação do movimento de economia solidária junto à sociedade e outros movimentos sociais, aprofundando os debates, alianças e agendas comuns. Além disso, outra marca será a importância cada vez maior da interiorização dos Fóruns de Economia Solidária. Hoje existem mais de 120 Fóruns Estaduais, Microrregionais e Municipais de Economia Solidária, envolvendo diretamente mais de 3 mil empreendimentos solidários e 500 entidades de assessoria, além da Rede de Gestores (que hoje envolve em torno de 100 prefeituras e governos estaduais). A meta é ampliar ainda mais este número, fazendo com que cada vez mais os Fóruns Estaduais sejam construídos pelos Fóruns Locais, e o Fórum Brasileiro tenha sua agenda e ações afinadas com as agendas Estaduais e Locais.
A nova coordenação executiva, escolhida e efetivada pela Coordenação Nacional do FBES na VIII Reunião, tem a tarefa de dar conta destes enormes desafios, que são animadores e apontam para um fortalecimento do movimento em sua capacidade política de mobilização e proposição, cultural de radicalização da autogestão, e econômica de ampliação e fortalecimento dos empreendimentos solidários em redes e cadeias solidárias. Este fortalecimento não é um fim em si, mas parte das estratégias para avançarmos, junto a outros movimentos e entidades da sociedade civil, na construção de outros modelos de desenvolvimento e de sociedade, baseados na cooperação, democracia plena (em todos os âmbitos, incluindo o econômico) e diversidade cultural de base territorial.
Esta carta é dirigida ao conjunto de entidades que fazem parte deste enorme mutirão, onde fazemos duas solicitações:
1. Estamos fazendo um levantamento das entidades que aceitam ser entidades proponentes de projetos (locais, regionais ou nacionais) a serem submetidos em nome do FBES. Para isso, pedimos o preenchimento do questionário em anexo a esta carta, a ser enviado por e-mail até, no máximo, o dia 14 de abril, terça-feira.
2. Em abril, haverá uma delegação do FBES em Lxemburgo para participar como co-organizador do IV Encontro Mundial de Globalização da Solidariedade, e aproveitaremos este momento para um representante buscar fazer articulações com agências internacionais de fomento na perspectiva de captação de recursos para o FBES no Brasil. Para isso, solicitamos a vocês que nos enviem uma carta de apoio ao FBES, indicando em uma página as suas ações e a forma como sua organização participa do movimento de economia solidária e o apóia. Caso desejem, enviamos um modelo de estrutura desta carta. Precisamos receber a carta, por e-mail, até no máximo 14 de abril, pois a partida de nossa delegação em viagem será no dia 18, e vamos preparar um cadernos em várias línguas com este conjunto de cartas e uma introdução listando o conjunto de organizações apoiadoras e seus números.
Já sabemos da diversidade de organizações que, na ponta, estão apoiando a cada dia a construção do FBES em suas dimensões nacional, estadual e local. Entretanto, é importante mostrarmos a nossa cara, diversidade e força, por isso a importância destas duas cartas. Criaremos uma seção especial do site do FBES em que vamos relacionar o conjunto de organizações que enviaram estas cartas, por isso seria importante também o envio de uma logo e se possível um link de site para podermos colocar na lista.
Este pedido não se restringe apenas a entidades de assessoria e fomento, mas também a empreendimentos solidários (associações, empresas recuperadas, cooperativas, redes, etc) que estejam participando desta construção.
Solicitamos a máxima divulgação desta nossa carta para outras organizações de seu Fórum Local, para termos o máximo possível de cartas até o dia 14 de abril.
Saudações solidárias, em clima de construção e força para esta caminhada,
Modelo de carta e de questionário AQUI




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